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Cloud

O conceito de computação em nuvem (cloud computing, no original em inglês) tem vindo gradualmente a entrar no léxico das empresas um pouco por todo o mundo. A tecnologia em causa há muito que deixou de ser algo realmente novo, dizendo diretamente respeito à possibilidade de utilização da memória e da capacidade de armazenamento e cálculo de computadores e servidores partilhados e interligados via Internet, à semelhança do que acontecia já com o grid computing.

O armazenamento de dados passa, desta forma, a ser feito em serviços aos quais se pode aceder de qualquer parte do mundo, a qualquer hora e em qualquer dispositivo, desde que ligado à internet. O acesso não requer a instalação de programas específicos e o utilizador não está dependente da necessidade de armazenamento de dados.

E assim, a cloud vai somando pontos e adeptos entre os gestores empresariais.

Nas organizações, a cloud assume-se como uma clara mais-valia, sendo já considerada por vários especialistas como a ferramenta de TI dominante para os próximos anos. A nuvem permite assegurar operações mais baratas, mais rápidas, mais portáteis e mais seguras para qualquer tipo de empresas, sejam elas pequenas, médias ou grandes.

Uma nuvem grátis?

Mas, a verdade, é que o conceito por detrás do cloud computing não é propriamente novo uma vez que, na sua essência, o serviço tem muito daquilo que os próprios webmails já oferecem há vários anos ao utilizador comum. Hotmail, Gmail e o português Sapo – para nomear apenas alguns deles – permitem a criação de uma caixa de correio eletrónico algures na nuvem, com maior ou menor capacidade, e na qual o utilizador pode ir armazenando as várias mensagens que recebe, com ou sem fotografias, ficheiros mais ou menos pesados ou qualquer outro tipo de anexos. Tudo gratuitamente.

Daqui a evolução fez-se muito rapidamente para um conceito abrangente e mais poderoso de cloud computing, vocacionado mais para as organizações e menos para o utilizador comum, existindo também neste campo várias opções de armazenamento na nuvem e sem custos adicionais.

A partir do Gmail, quem pretender tem, por exemplo, acesso à sua nuvem gratuita: o Google Drive. Outras opões incluem o DropBox ou o OneDrive da Microsoft, todos eles serviços de cloud computing disponíveis via Internet e sem necessidade de pagamento, pelo que qualquer tipo de organização poderá utilizar esta nuvem sempre que o desejar.

Mas como nem tudo é perfeito, o cloud computing gratuito apresenta claras limitações de espaço. Numa organização onde a criação de informação acontece a um ritmo elevado multiplicando a necessidade de armazenamento, a verdade é que esta oferta poderá não ser, por si só, suficiente para ir ao encontro das necessidades que diariamente se vão colocando.

A larga maioria dos serviços gratuitos de computação em nuvem apresenta espaços de armazenamento mais limitado, o que acaba por levar os seus utilizadores a procurar soluções pagas, mas que lhes permitem maior flexibilidade e autonomia.

Por exemplo, de acordo com o próprio Dropbox, o seu desempenho, na versão grátis, pode começar a cair se a conta tiver mais de 300 mil arquivos armazenados. Contas feitas, se a informação for muita, as ofertas gratuitas começam a revelar-se algo insuficientes.

Opção de confiança?

Tão ou mais importante do que o espaço de armazenamento disponível, a segurança da informação revela-se determinante para as organizações. Na realidade, colocar dados mais ou menos críticos “nas mãos” de terceiros poderá deixar relutantes alguns gestores, mais ainda quando se trata deste tipo de oferta gratuita em que não há lugar ao estabelecimento de contratos e níveis mínimos de serviço.

Mas esta é também uma temática a ter em conta quando falamos de alojamento profissional na nuvem, tornando-se indispensável saber onde iremos colocar a nossa informação, onde estará a correr a respetiva base de dados ou onde fica alojado o backup para casos de emergência. Tendo em conta esta realidade, faz ainda mais sentido a ideia defendida por vários especialistas de que não se deve escolher um serviço apenas de acordo com o preço, “até porque a tranquilidade não tem preço”.

Em jeito de balanço

Contas feitas, já se percebeu que a computação em nuvem permite às pequenas e médias empresas ficarem em condições de igualdade com as grandes empresas, em termos da sua infraestrutura de TI, ajudando-as a competir com mais rapidez no mercado. Uma mais-valia que tem vindo a permitir à cloud tornar-se numa certeza entre os diferentes tipos de empresas.