Porque é importante investir em soluções de disaster recovery

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Segunda-feira, à porta temos mais uma semana de trabalho, repleta de reuniões com clientes, de vários projetos importantes e de alguns deadlines a cumprir.

O trabalho decorre sem sobressaltos, com as diferentes equipas a trabalharem dentro de portas enquanto na rua chove consideravelmente e se aproxima uma trovoada. Tudo normal, portanto…ou talvez não.

A intempérie agrava-se, a trovada torna-se mais forte e um raio acaba por afetar o fornecimento de energia aos vários prédios na zona onde se situa a nossa empresa. O edifício fica imediatamente ligado a um gerador, mas o sistema de reserva não consegue abranger o ar condicionado ou sequer as comunicações.

Resultado: o centro de dados aqueceu demasiado e houve necessidade de começar a desligar servidores com as inevitáveis implicações que isso traz ao nível do negócio. Acresce a esta realidade, o facto de a empresa ter perdido temporariamente todo o tipo de comunicações internas ou externas.

Para o bem de todos, este é um cenário hipotético, mas que pode muito bem vir a tornar-se real de um momento para o outro. A verdade é que imprevistos como este acontecem com mais frequência do que podemos imaginar e podem implicar uma perda permanente ou temporária dos dados.

São situações que colocam em causa tempos de resposta a clientes e, em última análise, a competitividade da organização no mercado em que se movimenta, levando a eventuais perdas de receitas, clientes e oportunidades de negócio.

Voltamos agora ao nosso cenário hipotético: lembra-se daquela agenda repleta de reuniões com clientes, dos vários projetos importantes e dos deadlines que tínhamos mesmo de cumprir? Pois é, vai ter de ficar tudo em standby, a menos que exista uma efetiva estratégia de disaster recovery.

Para evitar este tipo de cenários – com consequências mais ou menos gravosas – a resposta é a implementação de soluções de disaster recovery (DR), cujo objetivo passa por garantir a segurança e a disponibilidade da informação, em qualquer altura e em qualquer local.

Falamos do quê, exatamente?

Aludimos já à possibilidade de perda de informação e de competitividade, à eventualidade de manter a organização inativa por algum tempo e apontámos a melhor saída possível, através de políticas de disaster recovery. Mas, afinal de contas, o que é isto de DR?

Tal como o próprio nome indica, disaster recovery não é mais do que a capacidade de voltar a realizar qualquer operação da forma o mais normal possível, depois de nos vermos confrontados com um qualquer desastre ou imprevisto.

E pode ser um cenário semelhante ao que apresentámos acima ou algo de menor dimensão (aparentemente) como entornar água em cima do computador.

Contar com uma solução de DR não implica pensar que o pior nos pode acontecer e assumir uma atitude alarmista. Antes pelo contrário: significa prevenir situações que estão fora do nosso controlo - como tornar o parque informático inviável ou inutilizável – e trabalhar no sentido de as contornar da melhor forma possível.

Trata-se de criar uma espécie de "seguro" da infraestrutura de TI e de todos os dados da organização. A solução de DR escolhida replica e protege a informação contida na infraestrutura, podendo incluir variáveis como backup de dados ou gestão e recuperação de servidores.

De uma forma simples, trata-se de colocar tudo o que é relevante para o bom funcionamento do negócio, num outro local e/ou equipamento, evitando perdas significativas.

Mas antes de avançar com a criação de uma estratégia de disaster recovery, é importante falar com o seu gestor informático ou com a equipa do parceiro escolhido para este trabalho, percebendo em conjunto qual o melhor caminho a seguir, até porque cada caso é um caso.

As vantagens de um DR são evidentes:

  • Os dados críticos para o negócio, bem como a disponibilidade e a estabilidade da infraestrutura de TI ficam salvaguardados;
  • O disaster recovery permite a criação de planos de ação que garantem à empresa a manutenção do desempenho da sua tecnologia. Falamos aqui da possibilidade de escolher os profissionais responsáveis por administrar o processo no momento de grandes crises e alocar tecnologia para solucioná-las;
  • Possibilidade de utilizar servidores virtuais para suportar a estratégia de disaster recovery escolhida;

Neste último caso, fica assegurado um menor investimento bem assim como a libertação de espaço na empresa, maior facilidade em gerir, menor tempo de recuperação de dados e ainda maior flexibilidade e escalabilidade.

Virtualizar é o caminho

Vários especialistas dizem que as tecnologias de virtualização estão a mudar a face do DR tradicional. Na realidade, a virtualização permite um aumento das poupanças e também uma redução significativa nos tempos de recuperação, em caso de acidente.

O facto de não ser necessário “reconstruir” os servidores, as aplicações ou até mesmo os sistemas operativos, de forma autónoma, contribui largamente para esta redução nos tempos de resposta. No fundo, todas estas variáveis continuam a estar alocadas num outro local sendo, por isso, muito fácil voltar a reuni-las e recomeçar o trabalho.

Contas feitas, torna-se muito simples perceber para que lado penderá o prato da balança quando lá colocados os prós e contras de uma estratégia DR. É certo que o custo inerente a uma potencial falha acaba por ser muito superior para uma organização, do que aquele que terá ao pensar, desenhar, implementar e manter uma solução de Disaster Recovery.

E tudo se torna mais fácil e simples nos dias que correm pelo recurso à virtualização que em muito beneficia este tipo de políticas associadas ao DR. A Ar Telecom tem, neste campo, uma importante palavra a dizer, com técnicos especializados e prontos a desenhar um plano de DR à medida das necessidades (e riscos) de cada organização.