Chegou a hora de renovar a infraestrutura de TI?

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Cloud

A tecnologia assume hoje um papel central na vida de qualquer empresa. Dá suporte a um conjunto de processos essenciais no dia-a-dia da atividade, guarda a informação que sustenta o negócio e fornece as ferramentas que ajudam a fazer o planeamento estratégico de decisões.

No conceito de infraestrutura de Tecnologias de Informação cabem desde os equipamentos (hardware), aos sistemas, passando pelas redes e serviços necessários para a operação, pelo que não é exagero considerar que está aí a espinha dorsal do negócio.

Principais componentes da infraestrutura de TI:

  • Hardware
  • Sistemas operativos
  • Software e aplicações
  • Gestão de dados e armazenamento
  • Redes e plataformas de telecomunicação
  • Plataformas de internet
  • Serviços de sistemas integrados

As intervenções ao nível das TI e a alocação de recursos financeiros a esta área, devem por isso – e cada vez mais - ser vistas como um investimento e não como um gasto, dado o impacto que podem ter nas operações, em toda a linha.

As questões da eficiência, facilidade de acesso a informação em tempo real, garantias de continuidade de serviço, comunicação ágil entre os vários departamentos da empresa e proteção contra perdas de dados, por falhas nos sistemas ou mesmo por questões de segurança mal acauteladas são hoje críticas para qualquer empresa. Tornaram-se ingredientes indispensáveis para manter um negócio competitivo, mais preparado para responder aos desafios do mercado e mais blindado a problemas com especial taxa de incidência em sistemas obsoletos, como falhas técnicas, incompatibilidade de aplicações ou mesmo quebras de serviço.

Material obsoleto é sinónimo de custos

Equipamentos e sistemas obsoletos também são uma fonte de encargos dissimulados. Para além de exigirem maior esforço das equipas TI ao nível da manutenção e atualização, são menos eficientes do ponto de vista energético. Consomem mais e precisam de mais recursos para se manterem. No caso concreto dos centros de dados, os custos de refrigeração de uma estrutura antiga tendem a ser mais pesados e isso reflete-se na fatura de eletricidade ao final do mês.

Com o crescimento exponencial da informação digital é de esperar que a capacidade do centro de dados continue a crescer nos próximos anos, tornando ainda mais indispensável um novo olhar sobre o tema e um repensar de estratégias, sobretudo em empresas que não têm apostado na modernização deste tipo de estruturas. A Gartner estima que atualmente a eletricidade represente 10% dos gastos operacionais com data centers. Nos próximos anos essa parcela subirá para 15%.

Por tudo isto, na hora de renovar a infraestrutura TI da empresa é fundamental ter em mente que estão em causa peças críticas para o bom funcionamento do negócio, de forma a garantir que os resultados e impacto na operação serão positivos e deixarão a companhia mais preparada para lidar com os desafios futuros e não o contrário.

Um dos primeiros aspetos de reflexão será certamente definir até onde pode ir o investimento em TI para renovar os sistemas da organização. Os custos envolvidos provavelmente são elevados e isso obriga a decisões rigorosas, que devem partir, antes de qualquer outra questão, pela definição de prioridades. Fazer um levantamento das necessidades de cada área da empresa e identificar as mudanças mais urgentes, tendo em conta o respetivo impacto de cada alteração a fazer no negócio é um bom ponto de partida.

Planear o presente de olhos no futuro

O primeiro passo para traçar metas e objetivos deve passar por perceber exatamente em que ponto a empresa está e que necessidades tem ao nível das TI, junto das diversas áreas da organização. Alinhar necessidades com os requisitos do negócio e tomar em consideração restrições técnicas ou outras - de recursos humanos e competências, por exemplo - também é importante.

Por onde começar a renovação da infraestrutura TI?

  • Identificar necessidades
  • Definir prioridades
  • Garantir que estão alinhadas com os requisitos do negócio
  • Levar em consideração possíveis restrições (técnicas, humanas, financeiras, etc)
  • Privilegiar soluções que resolvam as questões do presente e garantam suporte para o futuro

Na escolha das soluções que vão dar suporte à renovação da infraestrutura TI, vale a pena olhar para a oferta disponível no mercado com o foco no presente, mas de olhos no futuro. A modernização de sistemas é uma oportunidade para automatizar processos, potenciar ganhos de eficiência e dar mais robustez à empresa, mas a missão só será cumprida com sucesso se as alterações não aumentarem o nível de complexidade na gestão das TI. Pelo contrário, devem simplificá-la, mantendo a porta aberta para o crescimento do negócio – as garantias de escalabilidade são por isso fundamentais – e a flexibilidade necessária para ajudar a organização a reagir rapidamente, se tiver de alterar prioridades de negócio ou apostar em novas áreas.

Nesta linha, tendências com a virtualização ganham destaque, porque facilitam o dimensionamento de recursos à medida das necessidades e evitam que o crescimento do negócio, seja proporcional ao crescimento do centro de dados, do número de máquinas físicas, do consumo de eletricidade e dos recursos humanos alocados à gestão das TI. É por isso uma opção a considerar na altura de tomar decisões.

Se a renovação da infraestrutura TI for planeada com cuidado e atender às reais prioridades da empresa, as poupanças não tardarão a aparecer e como tal o investimento feito rapidamente será amortizado e a empresa estará em condições de recolher os benefícios da mudança. Para lá chegar é fundamental analisar as reais necessidades da organização e conhecer bem os custos “invisíveis” da infraestrutura atual. Com estas informações é possível preencher os dois pratos da balança e começar a traçar um rumo para o futuro.