Como garantir a disponibilidade e cobertura de redes para não perder oportunidade de negócio

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Garantir disponibilidade da rede

Garantir a disponibilidade de uma rede empresarial seria tarefa bem mais fácil se os orçamentos alocados às TI fossem maiores e o dinheiro acabasse por sobrar. Infelizmente, não vivemos num mundo perfeito e esse tipo de realidade está longe daquilo que realmente acontece.

Assim sendo, e como a larga maioria das organizações não tem capacidade para suportar esta possibilidade sem pensar duas ou três vezes (quando não mais), importa claramente priorizar ações a tomar e estabelecer medidas preventivas que evitem males maiores. Neste campo de tarefas a fazer, surge, naturalmente, a disponibilidade das redes.

O que é uma rede?

Na realidade, o termo genérico rede define um conjunto de entidades interligadas umas às outras, permitindo circular elementos materiais ou imateriais entre cada uma destas entidades, de acordo com regras bem definidas à partida.

No âmbito mais tecnológico, podemos falar num conjunto de computadores e dispositivos conectados uns aos outros, pelo recurso a cabos e trocando informações sob a forma de dados numéricos (valores binários codificados sob a forma de sinais que tomam um de dois valores: 0 e 1); uma rede informática empresarial permite, por exemplo, a partilha de recursos e a troca de informação e dados de negócio.

Em termos puramente tecnológicos, não existe apenas um tipo de rede até mesmo porque sabe-se à partida que existem diferentes tipos de computadores cuja a comunicação se fará sempre de acordo com linguagens diversas e variadas.

Por outro lado, os diferentes tipos de rede existentes dão ainda resposta à heterogeneidade dos suportes físicos de transmissão que as une, quer seja a nível de transferência de dados quer seja ao nível do suporte em si (dos primeiros cabos coaxiais à moderna fibra ótica e tecnologia 5G).

Onde entra aqui o negócio?

No meio de tudo o que são tecnologias, equipamentos, ligações em rede e cabos (muitos cabos, mas com tendência a serem cada vez menos) devemos obrigatoriamente de ter também em conta o negócio. Uma rede empresarial deverá ser pensada, desenhada e implementada no sentido de dar resposta eficaz às necessidades do negócio (organização) que suporta. Sejam essas necessidades mais soft, de acesso pouco frequente, sejam elas necessidades efetivas de grandes volumes de tráfego em empresas cujo o negócio depende fortemente das redes empresariais (casos das denominadas empresas born digital como a Uber ou a airbnb).

Na realidade, as redes são, hoje em dia, a base de todo o trabalho desenvolvido dentro e fora de portas seja em termos de telecomunicações, ligação aos servidores, funcionamento de sistemas internos ou outras necessidades diárias das empresas.

Atualmente, estes tipos de infraestruturas são de alta tecnologia e, sempre de alta velocidade (sob pena de não responderem eficazmente sempre e quando seja necessário). A verdade é que, cada vez mais, as empresas precisam de estar ligadas para garantirem a sua produtividade em níveis máximos.

Nesse sentido, a Alta Disponibilidade (AD) pode muito bem ser a resposta já que se trata de assegurar a capacidade de um sistema para executar a sua função de forma contínua (sem interrupção) por um período de tempo significativo.

No caso das redes (ou de outros sistemas e serviços informáticos) falar de AD é assegurar que estas estão permanentemente disponíveis, independentemente do dia, da hora, do local ou de outros fatores que possam influenciar a disponibilidade de tal recurso.

Em geral, a alta disponibilidade é a capacidade de manter o serviço por períodos muito longos sem que se registem interrupções passíveis de prejudicar o seu normal funcionamento.

Nesse sentido, desenhar uma rede empresarial obriga a pensar em alta disponibilidade, com um nível de desempenho operacional previamente combinado com o fornecedor do serviço em causa.

Condição obrigatória: 100% de disponibilidade

Na sequência dessa realidade, os responsáveis de TI das empresas devem assumir desde sempre, a necessidade de contar com um sistema sem falhas e que garanta uma disponibilidade de praticamente 100%.

É certo e sabido que os imprevistos acontecem e que, como o nome indica, não se conseguem antever, mas também para isso existem planos de contingência que, neste caso, são de extrema importância.

Todos os projetos de rede necessitam ter uma ligação alternativa em caso de falha na ligação principal. Às perguntas «E se essa ligação cair? Como continuar as operações nessas circunstâncias? importa dar resposta cabal e, mais do que isso, agir em consonância.

A criação de redundância é a forma mais comum de aumentar a disponibilidade nestes casos. E essa redundância pode e deve verificar-se a diferentes níveis: desde o núcleo do router às CPUs, das fontes de alimentação aos switches.

Uma topologia redundante compreende um projeto de rede tolerante a falhas e defeitos. Se, numa rede empresarial, se contar com métodos de acesso secundários, sempre e quando o método de ligação principal falhar, existirá uma forma alternativa de interligar os recursos e manter a empresa operacional.

Parceiro certo é a chave do sucesso

Também nesta empreitada se torna fundamental escolher corretamente o parceiro de redes com o qual se pretende trabalhar. Ele deve permitir garantir a permanente disponibilidade da rede através de um efetivo cumprimento dos níveis de serviço.

O parceiro deverá ainda trabalhar no sentido de promover uma efetiva monitorização e administração dos ativos de rede para assegurar a integridade da informação e a segurança das redes. Na Ar Telecom isso é garantido através da atualização ininterrupta do cadastro da rede e de um eficaz planeamento futuro dos diversos ambientes em função das preocupações empresariais quer ao nível de integridade da informação quer de segurança das redes.

Algumas tarefas determinantes a ter em conta neste campo:

  • Gestão de patching.
  • Coordenação de trabalhos de cablagem, calhas técnicas, estética, tipologia, distribuição e etiquetagem de pontos de rede.
  • Gestão da cobertura das redes wireless.
  • Segurança de acesso com e sem fios, incluindo restrição de acessos e de sub-redes.
  • Qualificação e gestão de equipamentos de rede, como routers e switches.
  • Gestão de configurações de rede, incluindo serviços de DHCP, DNS, VPNs e firewall.
  • Manutenção e monitorização de todos os equipamentos de rede.
  • O barato sai caro

    Neste campo, como em todas as outras vertentes da vida pessoal, profissional e empresarial, o barato (quase sempre) sai caro. Na realidade, os diretores de TI devem perceber que não adianta pagar menos e poupar algum dinheiro, se a rede não suportar a quantidade de dados necessária para o correto funcionamento das atividades da empresa.

    No mesmo sentido, não adianta contratar um serviço que não tenha cobertura mesmo nos centros de operações mais remotos das empresas e mesmo que essa “zona remota” seja apenas um local mais afastado do litoral.

    É bem certo que os equipamentos de rede altamente fiáveis são caros porque são projetados para não falharem, logo, pressupõem custos mais altos muito por culpa da redundância que obriga a duplicar sistemas.

    Naturalmente que tudo pode ser projetado e construído a partir de produtos de rede menos caros, mas esses componentes podem não ter as fontes de alimentação redundantes ou outras características dos equipamentos de alta fiabilidade e, portanto, falhar quando menos deveriam.

    Contas feitas…

    Se é bem verdade que quando tudo corre sobre rodas, mal notamos a presença destes sistemas complexos nas nossas atividades diárias e, nomeadamente dos sistemas redundantes; se é bem verdade que podemos chegar a pensar que se gastou dinheiro a mais sem necessidade…. então basta esperar até que tudo (ou alguma coisa) comece a correr realmente mal!

    Uma falha num sistema pode causar apenas um pequeno desconforto, mas algumas falhas no sistema podem originar perdas de receita elevadas e grandes danos para a imagem da organização.

    Horas de trabalho perdidas são um indicador para a receita perdida; se um sistema está em baixo e não dá resposta a um pedido mais ou menos urgente; se um produto foi vendido, mas não pode ser entregue porque não existe guia; se, se, se…o sistema não funcionar então a empresa pode parar.

    E, neste caso, não adianta ter um fornecedor mais barato se os níveis de serviço não forem garantidos. A escolha certa na altura certa pode muito bem ser a diferença entre um mês de sucessos empresariais ou uma hora de ruína total.