Transformação digital: a sua empresa está preparada?

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Transformação

As organizações vivem um período altamente desafiante que constantemente as coloca à prova. Equipas de operacionais, de direção e gestores de topo são todos os dias desafiados a responderem melhor e mais rapidamente às necessidades dos seus clientes em meio a um ambiente altamente concorrencial.

O mundo como sempre o conhecemos já não é o mesmo; tudo se alterou profundamente, provocando, no seu percurso, alterações também na forma como trabalhamos, produzimos e fazemos negócios.

Diz-se que estaremos perante uma nova revolução industrial, a ser verdade, será a quarta, a revolução que marca a convergência das tecnologias digitais, físicas e biológicas.

Efetivamente, depois de a máquina a vapor ter assinalado a primeira revolução industrial, a eletricidade e a linha de montagem terem marcado a segunda, e a eletrónica, a robótica e as telecomunicações estarem na origem da terceira revolução industrial, damos agora lugar ao primado das tecnologias, enquadradas pela transformação digital à qual dão corpo conceitos como big data, cloud computing, a Internet das Coisas, a analítica ou a mobilidade.

Conjugadas eficazmente, todas estas tecnologias tendem a moldar a economia do futuro, com as suas mais-valias a fazerem-se sentir em áreas como a neurotecnologia ou a engenharia genética, por exemplo, atualmente mais perto do cidadão comum do que alguma vez sequer imaginámos. Porque, na verdade, esta é uma tendência não apenas do setor das tecnologias de informação, não apenas restrita às empresas do mercado tecnológico, mas que abrange (ou deverá abranger) todo o tecido económico de igual forma.

Estudos recentes da PwC dão conta que as empresas dos vários subsetores preveem investimentos avultados em transformação digital. No campo industrial, por exemplo, esperam-se 907 mil milhões de dólares por ano até 2020, de investimento na Indústria 4.0. Na indústria automóvel, o investimento subirá 5% assim como na dos Químicos ou na Produção Industrial; já na indústria da Eletrónica, o aumento do investimento nas novas tecnologias digitais será de 7%. Apesar de tudo, os dados mais recentes apresentados pela IDC Portugal dão conta que o gap digital entre as organizações portuguesas e os líderes mundiais, em matéria de transformação digital, duplicou passando de 7 pontos percentuais em 2015 para 15 pontos em 2017.

Negócios estão a mudar

Seja como for, e mesmo que a um ritmo mais lento do que seria desejável, a verdade é que os negócios estão a mudar não só em Portugal como em todas as outras geografias. Nota-se agora uma forte aposta em arranjar formas mais eficientes de conseguir resultados e otimizar processos ou de reduzir as tarefas sem valor acrescentado. Falamos aqui na necessidade de se otimizarem recursos com apoio da tecnologia; falamos de automação de processos que permite, em ultima análise, uma efetiva redução de custos operacionais. Torna-se assim possível produzir mais em menos tempo, com um custo associado muito inferior e uma qualidade claramente superior.

E a transformação faz-se, por exemplo, via tecnologia de robotic process automation (RPA) pensada e desenhada para ser utilizada pelas diferentes áreas de negócio tendo em vista uma automatização muito real do trabalho em proveito da organização, dos seus parceiros e clientes. Trata-se de recorrer a um software, instalado num posto de trabalho e, através do qual, se mimetiza a realização de tarefas repetitivas pelas equipas. Dados da EY provam asvantagens do recurso a RPA, assegurando-se reduções entre 25 a 40% ao nível dos custos operacionais ao mesmo tempo que se percebe também uma melhoria do serviço e a recuperação do investimento num prazo inferior a doze meses.

Transformação digital está em todo o lado

A promessa das tecnologias, efetivamente, não falha neste campo e são vários os benefícios que a automação de processos poderá trazer a um dado negócio. Não é a apenas a informação que beneficia com a adoção de políticas de automação dentro das organizações já que também os sistemas podem ser integrados tornando-se, em última análise, bastante mais eficazes. Uma empresa procura assegurar a integração do comum software de pagamentos com a aplicação de gestão financeira? Sim é possível. Basta recorrer a APIs, que permitem a diferentes aplicações falar entre si.

A relação com o cliente fica igualmente mais próxima, por exemplo, pela maior fiabilidade que a automatização de processos assegura através da garantia de uma maior qualidade dos dados utilizados e da redução substancial da taxa de erro. Em resultado, as organizações passam a contar com clientes muito mais satisfeitos, que recebem os produtos e/ou serviços com alto padrão de qualidade, aumentando substancialmente a taxa de retenção. Contas feitas, o que temos aqui é uma melhor experiência de cliente que não termina no momento da compra e que as novas plataformas digitais ajudam a otimizar.

Um por todos e…

…todos por um! A velha máxima dos mosqueteiros não poderia ser mais bem aplicada. Falar de transformação digital é falar do envolvimento de toda a equipa dentro da empresa e também da sensibilização dos seus parceiros de negócio. É falar de um planeamento que tem de ser detalhado, levar em conta a realidade da organização e o mercado em que se movimenta, as necessidades efectivas que tem e perceber o que se deve alterar.

É igualmente importante analisar os recursos disponíveis, fazer contas ao budget e perceber quais as áreas primordiais em termos de investimento. Neste caso, o parceiro tecnológico escolhido pode dar uma importante ajuda na avaliação de necessidades e no estabelecimento de prioridades. A verdade é que a transformação digital é um passo obrigatório e inevitável para todas as empresas que se queiram manter ativas no mercado, mas exige, ao mesmo tempo, planeamento e uma clara orientação. Não adianta começar a apostar em tecnologia sem se definir o rumo que se quer seguir.

Independentemente do estágio em que estiver a organização; independentemente do setor de atividade em que atua e do tipo de produtos e/ou serviços que disponibiliza; independentemente de ser uma grande multinacional, uma média empresa, uma pequena organização ou de fazer parte do universo micro, a verdade é que todos devem preparar-se para a transformação digital porque esta não vai deixar de existir.

Pelo contrário, é uma realidade que continuará a crescer pressionada pela concorrência empresarial, pelas novas organizações totalmente born digital e, acima de tudo, por um tipo de cliente cada vez mais exigente e conhecedor do mundo que o rodeia. Neste processo, conceitos como big data, analytics, IoT, cloud computing ou virtualização ganham cada vez mais força e tornam incontornáveis; são também mais-valias que nenhuma empresa se poderá dar ao luxo de ignorar nua sua jornada de Transformação Digital.

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