Check list: o que deve considerar antes de contratar um serviço de disaster recovery

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Vivemos num mundo conectado e global. As portas de uma empresa até podem fechar fisicamente às 19 horas, mas a empresa nunca fecha. Graças à internet, às aplicações móveis, às redes sociais e ao cloud computing, os consumidores e clientes estão em contacto constante com as marcas que mais valorizam. Num mundo digital as portas nunca fecham.

A questão é que se o mundo digital trouxe de facto grandes oportunidades, também trouxe grandes perigos e dependências: um ataque informático, a avaria de uma máquina ou um simples erro de software podem provocar um efeito em cascata que pode deixar uma empresa ‘offline’ durante várias horas ou até mesmo dias.

Ficar sem acesso à informação do seu negócio durante um longo período é uma ideia que provoca arrepios na espinha a qualquer gestor. Perder para sempre essa informação pode muito bem significar um prejuízo avultado ou, quem sabe, o fim dessa empresa.

Num mundo cuja tendência é a de que todos os serviços estejam sempre disponíveis, as consequências de ficar offline quando os clientes precisam pode representar um verdadeiro desastre financeiro e institucional. Não é por isso de estranhar que cada vez mais gestores de TI coloquem no topo das suas prioridades a contratação de serviços de recuperação de desastre, pois simplesmente não se podem dar ao luxo de ficar ‘offline’.

Mas não basta contratar um qualquer serviço de recuperação de desastre - é preciso garantir que esse processo não se transforma também ele num desastre, pois existem muitos fatores a considerar, tendo como objetivo a melhor implementação possível. A seguir enumeramos aqueles que são alguns pontos fundamentais, caso esteja no mercado à procura de um fornecedor de soluções de disaster recovery.

O que deve procurar:

1. Fornecedor com experiência: Estamos a falar de uma empresa que vai ajudá-lo a recuperar os seus sistemas informáticos em caso de desastre, portanto é aconselhável que procure fornecedores que já têm provas dadas no mercado. Uma das formas de atestar o grau de experiência é pedir ao fornecedor exemplos de implementações de sucesso e procurar saber o que dizem antigos e atuais clientes desse fornecedor especializado em disaster recovery.

2. Informações de desempenho técnico: As referências e a experiência até podem indicar que um determinado fornecedor é aconselhável, mas então e o desempenho técnico da sua solução? Uma vez mais chamamos a atenção para o facto de este ser um serviço crítico e que lida com cenários de desastre, pelo que a componente técnica é muito relevante.

Dentro deste nível deve perceber quais são as tecnologias usadas em disaster recovery, qual o desempenho das máquinas virtuais, que redundância de dados é garantida, quais os tempos de resposta até uma recuperação total, qual a linha de procedimentos do fornecedor quando precisa de atuar e qual a localização dos centro de suporte. Quando o azar bater à porta vai querer que a sua situação fique resolvida o mais rápido possível, pois como diz o ditado, ‘tempo é dinheiro’.

3. Os detalhes do acordo de nível de serviço são importantes: Todas as empresas, fruto das suas especificidades de negócio, têm formas diferentes de atuação e de gestão. Isto vai ter um impacto direto na contratação de serviços de recuperação de desastre, pois pode fazer com que uma determinada solução se ajuste melhor ou pior àquilo que realmente necessita.

O acordo de nível de serviço - Service Level Agreement (SLA) em inglês - é aquilo que vai definir o grau de atuação do fornecedor de serviços de recuperação. Tenha por isso em atenção se a ferramenta que lhe estão a propor é standard ou se é desenhada à medida das suas especificidades. Um SLA que é moldado à realidade do seu negócio vai permitir endereçar de forma mais célere e consistente aqueles que são os focos prioritários do seu negócio.

4. Procure pela sigla DRaaS: Quando estiver à procura do melhor serviço e do melhor fornecedor, procure se a proposta está disponível como Disaster Recovery as a Service (DRaaS). Isto significa que a solução de recuperação de desastre está acessível através da cloud e isto é importante acima de tudo por três motivos: as soluções cloud costumam representar um menor investimento inicial, as soluções cloud são mais escaláveis e num menor espaço de tempo, e podem até funcionar num formato de automatização, querendo isto dizer que assim que é detectado o desastre, a ferramenta de recuperação começa de imediato a atuar.

5. Mentalize-se que recuperar 100% dos dados vai ser quase impossível: Na ocorrência de um desastre há dois pontos importantes - aquele que diz respeito ao ponto objetivo da recuperação (RPO) e ao tempo objetivo da recuperação (RTO). É importante que tenha estes conceitos em consideração, pois o RPO diz respeito ao ponto até ao qual vai conseguir recuperar a informação - funciona um pouco como o ponto de restauro nos computadores.

Entre o RPO e o desastre propriamente dito, há produção de dados que acabará por se perder, pelo que a recuperação a 100% será muito difícil de executar e é importante que retenha esta ideia. Agora aquilo que pode e deve fazer é alinhar as suas necessidades específicas com a capacidade técnica de recuperação do fornecedor. Assim saberá que estará a garantir logo à partida uma perda mínima de dados sem que isso represente qualquer prejuízo para a sua organização.

Perder informação num desastre é um problema grave? É, muito grave. É um problema que tem solução? Sim, completamente. Basta que dentro da sua empresa defina a recuperação de desastres como uma prioridade nos objetivos de TI e depois só precisa de partir à procura do melhor parceiro de implementação, tendo sempre em atenção os pontos acima referidos.

Num mundo de perigos constantes, apostar no disaster recovery é uma forma fiável para mitigar a esmagadora maioria dos desastres que podem afetar a sua empresa. Atualmente todas as organizações estão dependentes do lado tecnológico, portanto faça de tudo para garantir que tem um backup para toda esta infraestrutura.

Na Ar Telecom podemos ajudá-lo na sua primeira abordagem ao disaster recovery. Além de uma vasta experiência no mercado e dos parceiros que confiam na nossa solução, temos consultores que podem fazer um levantamento dos requisitos necessários para garantir que a sua empresa tem uma resposta eficaz em caso de desastre.

Ao ter um plano desenhado à medida da sua organização sabe que vai estar mais protegido e também vai estar a pagar exatamente o serviço pelo qual usufrui, em vez de pagar uma solução generalista e mais dispendiosa. Se optar por um DRaaS, melhor.

E lembre-se: a proteção da sua empresa e dos seus clientes deve ser a sua grande prioridade. Para falar com um dos nossos consultores especializados, contacte-nos.