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4 diferenças entre backups e disaster recovery

Os períodos de inatividade são para os negócios, reais buracos negros onde se perdem os mais importantes recursos da sua atividade, informação, tempo e dinheiro, especialmente numa era onde a informação tem um valor incalculável para organizações e empresas.


Qual o impacto, por exemplo, de uma instituição financeira ficar sem sistema durante horas?

Seja devido a um desastre natural como um tremor de terra ou uma inundação, ou devido a um ataque de cibercriminosos que consegue atingir o sistema, esta instituição vê-se subitamente incapacitada de processar transações dos seus clientes. Imagina o impacto financeiro que uma situação destas teria na sua empresa?

No caso de uma loja online, o cenário não muda de figura: o site e/ou a plataforma de processamento de encomendas deixou de funcionar durante um dia. Resultado: inevitáveis danos à credibilidade e fiabilidade das empresas e prejuízos de brand awareness.


Sem infraestrutura, não há negócio. Sem negócio, não há empresa

As falhas de acesso a dados e à infraestrutura atinge as organizações no ponto mais doloroso da sustentabilidade de negócio e relembra a relação de dependência que amiúde é remetida para segundo plano: sem infraestrutura, não há negócio. Sem negócio, não há empresa.

Este risco pode ser mitigado através de uma cuidada definição de diferentes cenários e planos de recuperação de desastres e incidentes que permita não só lidar com o problema, mas sobretudo preveni-lo e encontrar saídas de contingência que garantam uma rápida reposição dos serviços de TI.


Backup não é Disaster Recovery

1) Retenção de dados: os backups têm uma periodicidade geralmente diária e dizem respeito a cópia(s) de segurança dos dados do negócio para uma outra localização.

O armazenamento do backup pode ser no mesmo perímetro do servidor de dados, mas tipicamente é utilizada outra localização ou um serviço de cloud.

O Disaster Recovery (DR) pressupõe a definição de um Recovery Time Objective (RTO) que estipule o tempo que o negócio pode funcionar sem a infraestrutura de TI. A resposta a esta questão impõe a existência de pelo menos um duplicado da infraestrutura que permita a replicação do sistema e garanta as operações da empresa, garantindo a sustentabilidade do negócio.


2) Planeamento: o planeamento de backups deve ter como objetivo responder assertivamente ao Recovery Point Objetive (RPO), mas estabelecer um plano de DR é um processo mais complexo.

Que sistemas são mission critical? Quais são as prioridades de recuperação? De que forma são efetuados os testes de validação? O plano de DR serve sobretudo para mitigar os riscos e o tempo de inatividade e garantir uma duplicação da infraestrutura que possa entrar em campo quando necessário.


3) Dados ou infraestrutura: os backups permitem a célere recuperação de dados e documentos caso seja preciso, mas não viabiliza a reposição total do ambiente caso a infraestrutura seja comprometida.

O DR permite recorrer a uma cópia total do ambiente, que substitui o principal em situações de colapso ou falha. Desta forma, o DR reduz o tempo de inatividade, um argumento essencial que o diferencia dos sistemas de cópia de segurança. Na prática, o DR é essencial para empresas cujo negócio exige uma rápida recuperação operacional dos serviços de TI.


4) Recursos necessários: enquanto o backup precisa somente de uma segunda localização de armazenamento de dados para guardar uma cópia dos dados para o caso de ser necessário repor essa informação, o Disaster Recovery é muito mais que isso.

No segundo caso, trata-se de um ambiente de produção totalmente separado que contém os dados, mas que tem em consideração outros aspetos, como o software, as soluções de segurança, a conectividade e até mesmo os recursos físicos.

Quando avaliar as necessidades do seu negócio, tenha em consideração estas diferenças essenciais entre estas duas estratégias que se complementam, mas que são na sua génese diferentes.

Os backups são essenciais para salvaguardar informação, mas estão longe de assegurar dois princípios básicos para a viabilidade do seu negócio, princípios base das estratégias de Disaster Recovery:

- Mais vale prevenir… - pensar num plano de DR após uma catástrofe natural ou um ciberataque é o mesmo que mudar a fechadura depois de ter a casa assaltada. Nas estratégias de DR, a prevenção é fator chave para garantir uma redução de perdas e minimização de danos em caso de incidente.

- Recuperação de sistemas e aplicações - Um bom plano de DR não se foca apenas na recuperação de dados, mas considera todos os princípios essenciais para assegurar a redução do downtime e proteger o negócio da empresa. Sendo uma preocupação transversal a todas as áreas da empresa – e não apenas ao departamento de TI – o DR tem no seu ADN muito mais do que a “simples” reposição de dados: ele visa garantir a sustentabilidade do negócio repondo a capacidade operacional de TI da empresa.

Aquando da definição e implementação de planos de Disaster Recovery e de backups, as empresas devem ter em conta estas considerações.

Nos dias de hoje, a oferta de serviços cloud, por exemplo, permite alojar na nuvem cópias dos sistemas de informação utilizando software de replicação e backup remoto. Além de assegurar cópias sempre atualizadas, garante que estas estão alojadas fora do perímetro da empresa e que estão sempre disponíveis em caso de desastre.

Considere a hipótese de recorrer a servidores virtuais para suportar a estratégia de Backups e DR. O investimento é mais conservador e permite libertar espaço na empresa, uma gestão mais ágil, um menor tempo de recuperação de dados e maior flexibilidade e escalabilidade.