Cloud para empresas: as 8 tendências fundamentais para os próximos anos

8 Fevereiro, 2019
data center virtual
5 vantagens de um Data Center Virtual
1 Fevereiro, 2019
Cloud para empresas
    1. IaaS, PaaS e DCaaS
    2. Cloud Híbrida
    3. Multicloud
    4. Serverless computing
    5. Containers e Kubernetes
    6. Automação da cloud
    7. Digital twins
    8. Computação quântica em nuvem

Há muito que se fala nas vantagens e no potencial da cloud nas mais distintas áreas de atividade, mas os níveis de adoção desta tecnologia só agora começam a aumentar a um ritmo bastante acelerado. Nos próximos anos, a adoção da cloud para empresas vai massificar-se.

De acordo com a Gartner, o investimento em cloud computing deverá ultrapassar os 181 mil milhões de dólares em 2020. Em 2025, 80% das empresas já deverão ter encerrado os seus data centers.

O ano de 2019 deverá registar uma explosão de novas aplicações e serviços na cloud, bem como um forte crescimento e consolidação das designadas plataformas as a service (PaaS), mas estas são apenas algumas das tendências a breve prazo.

Segundo dados da Cisco, os ganhos de eficiência operacional com uma estratégia de cloud computing variam entre os 45% e os 87%, alavancados principalmente pelo tempo de provisionamento de serviços.


1. Infrastructure as a Service (IaaS), Platform as a Service (PaaS), Data Center as a Service (DCaaS)
A Gartner prevê um crescimento dos serviços de Infrastructure as a Service (IaaS) e Platform as a Service (PaaS), com a adoção de soluções híbridas de cloud computing. A necessidade de otimização de recursos, redução de riscos e de acesso às mais recentes e inovadoras tecnologias, conduz as empresas à adoção do DCaaS.

Este mercado de TI deverá crescer rapidamente este ano. A subscrição de software-as-a-service (SaaS) vai aumentar 18% anualmente até 2020, de acordo com a Bain & Company. O investimento no modelo PaaS vai crescer 56% em 2019, segundo a KPMG.


>>> Cloud para empresas da Ar Telecom: Performance, segurança e escalabilidade


2. Cloud Híbrida
Com um ambiente híbrido, as empresas podem aproveitar o melhor de dois mundos – manter os seus dados críticos “dentro de casa” sem terem que abdicar das vantagens oferecidas pela computação na cloud. As tendências apontam também para um crescimento das clouds privadas enquanto plataformas exclusivas para fluxos de trabalho não adequados às clouds públicas, por uma questão de custo, segurança, conformidade, dados, entre outros motivos.
Com a adoção de cloud a atingir finalmente o seu pico histórico desde a massificação do modelo, os CIOs têm que entender as vantagens e desvantagens de cada modelo cloud (público, privado, híbrido) para escolherem conscientemente a solução que melhor se ajusta ao seu negócio.


>>> Os 10 livros sobre Cloud Computing que um CIO não pode deixar de ler


3. Multicloud
Para reduzirem a dependência de um único fornecedor e explorarem ao máximo as ofertas que existem atualmente, as empresas vão render-se aos ambientes multicloud.
A IDC estima que 86% das empresas utilizem uma estratégia multicloud para atingirem os seus objetivos de negócio nos próximos anos. Para a Gartner, já em 2019, a multicloud será comum para 70% das empresas. Este ambiente reduz o risco de interrupções nos serviços cloud, dá acesso às vantagens oferecidos pelos diversos fornecedores, dá resposta completa às principais necessidades das empresas em termos de segurança, latência, escalabilidade, cumprimento de leis e normas regulatórias, entre outros.

 

Os CIOs têm que entender as vantagens e desvantagens de cada modelo cloud (público, privado, híbrido) para escolherem conscientemente a solução que melhor se ajusta ao seu negócio


 

4. Serverless computing
Serverless é uma nova arquitetura da computação na cloud que surgiu com o objetivo de facilitar a criação de aplicações. A gestão fica totalmente a cargo do fornecedor cloud, ou seja, os developers ficam isentos desse trabalho e os clientes que contratam estas aplicações “sem servidor” não têm também que se preocupar com questões acessórias, como o provisionamento, a escalabilidade e a gestão de servidores.

5. Containers e Kubernetes
Com casos de sucesso reais em empresas como a Goldman Sachs, SAP, SoundCloud e Pokemon GO, estas duas tecnologias prometem crescer a partir deste ano. Os benefícios na utilização de containers para o desenvolvimento de aplicações são evidentes - ganhos de produtividade, velocidade e consistência nas entregas, portabilidade e redução de custo.
O Kubernetes, gestor de containers criado pelo Google e doado como projeto Open Source em 2015 para a CNCF (Cloud Native Computing Foundation), oferece uma maior eficiência na hora de escalar, gerir e garantir a disponibilidade das aplicações. O projeto conta com o apoio e contributo de mais de 1400 empresas como a Google, Red Hat, Microsoft, AWS, Oracle, Cisco e SAP.

6. Automação da cloud
A automação será simplesmente indispensável para a gestão do Cloud Computing. Vai permitir aumentar a produtividade da equipa de TI, reduzir os custos com a computação, evitar erros e reduzir riscos, aumentar a segurança do ambiente empresarial e otimizar o tempo de resposta aos desafios de mercado. Permite ainda a adoção de uma estratégia multicloud, que exige a gestão de várias clouds em simultâneo. Tendencialmente, esta automação das tarefas permite a redução da mão-de-obra envolvida nos processos, uma vez que todas as operações repetitivas passam a ser desempenhadas automaticamente.

A controversa temática em torno do desemprego provocado pela substituição do homem pela máquina sai reforçada quando associada aos cenários de automação, mas as tendências traçadas apontam para a abertura de novos e importantes cargos dentro dos departamentos de TI associados à gestão e monitorização de múltiplos sistemas baseados na cloud e à integração de soluções, algo que só é possível através da automação.

7. Digital Twins
Até 2020 deverão existir mais de 20 mil milhões de sensores e endpoints conectados – com milhares de milhões de Digital Twins. Neste modelo, as organizações ganham uma capacidade infinitamente maior de recolher dados precisos, de fazer análises e previsões/planeamentos mais exatos de acordo com os objetivos dos negócios, de simular situações, de responder a transformações externas, melhorar operações e potencializar o valor do negócio.

A interpretação dos dados operacionais é essencial para a compreensão dos modelos de negócio, implementação de recursos, capacidade de resposta e entrega de valor. Estes Digital Twins Organizacionais (DTO) podem criar processos mais flexíveis e dinâmicos, impulsionando a eficiência dos negócios através do Cloud Computing.

8. Computação quântica em nuvem
A computação quântica na nuvem deverá aumentar em 2019 e alcançar os 1.9 mil milhões de dólares em 2023. O mercado está a ser impulsionado pela disputa entre quatro gigantes do setor - Google, Intel, Microsoft e IBM - para a construção do primeiro computador quântico capaz de garantir a encriptação ininterrupta dos dados, a comunicação com inteligências artificiais, a resolução de problemas médicos complexos, entre outras expectativas tecnológicas.


Mais do que a tecnologia do momento ou “da moda”, a cloud responde às necessidades de flexibilidade, escalabilidade, agilidade, segurança, mobilidade, backup e armazenamento de todas as empresas que querem apostar na inovação e garantir a competitividade.

O Cisco® Global Cloud Index mostra que 94% dos fluxos de trabalho e instâncias de computação serão processadas por data centers na cloud até 2021

Independentemente dos modelos escolhidos, qualquer estratégia cloud precisa ser sempre bem planeada. A Ar Telecom disponibiliza um portefólio completo de soluções cloud que permite ao cliente tirar partido das melhores características de cada tipo de solução, em função dos seus desafios e preocupações. Quer saber mais sobre este assunto? Contacte-nos.


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